A polêmica do shortinho e por que não posso ser feminista

Esses dias muito se discutiu sobre um manifesto que algumas meninas fizeram sobre a impossibilidade de se usar short na escola. Com o discurso de que proibir a vestimenta é um ato machista e opressor, meninas “emponderadas” vestiram shorts e protestaram sobre o direito de usarem a roupa que quiserem.

Sou só eu ou você concorda que essas questões estão indo longe demais? “A cartilha da escola diz que as alunas devem vestir “blusa de manga, calça, bermuda, vestido ou saia”. “A bermuda tem que ser no joelho. Não pode regata, não pode nem chinelo”, reclama Chiara Paškulin, 16 anos, estudante do 2º ano do Ensino Médio” – da matéria do G1. Quer dizer então que agora eu tenho o direito de me vestir como quiser, independente de onde eu esteja? E não podem mais haver regras de decoro ou formalidade? Pode bermuda, mas eu quero usar shortinho??

Me parece que estamos passando dos limites. A polêmica do shortinho fez brotar em mim um pensamento que já há algum tempo me rodeia: Eu não posso ser feminista.

Não posso ser feminista por que não concordo que a mulher seja superior ao homem. Para mim, Deus nos fez diferentes, mas complementares.

Não posso ser feminista por que acredito num mundo onde homens e mulheres precisem de um ao outro. Já viu a propaganda do Partido das Mulheres? Estamos criando um mundo onde não existem homens, onde as mulheres são e podem tudo sozinhas. Acho isso ridículo.

Não posso ser feminista por que sou contra o aborto. Se o governo decidir aprovar uma lei que permita à mulher fazer o aborto, eu não tenho nada com isso, mas não posso aceitar o aborto como uma coisa boa, quando inocentes morrem muitas vezes pelo egoísmo do “meu corpo, minhas regras”.

Não posso ser feminista por que acredito que as mulheres estão esquecendo seu lado maternal com a desculpa do feminismo e do “trabalhar fora” a qualquer custo.

Não posso ser feminista por que acredito que a modéstia no vestir é importante para estar mais “em Deus”.

Não posso ser feminista por que não vejo o feminismo como luta pelos direitos das mulheres, e sim, como luta por alguns direitos. A mulher pode trabalhar fora, mas se quiser ser dona de casa não pode; a mulher pode não querer ter filhos, mas se quiser tê-los está se anulando como mulher; a mulher pode querer não usar maquiagem, mas se quiser usar é antifeminista; a mulher pode não querer seguir os padrões de beleza, mas se começar a buscar um ideal é alienada; etc.

Não posso ser feminista por que sou cristã católica. E somente isso já me deixa de fora do movimento. Quer saber mais sobre isso? Clique aqui.

Sobre violência contra a mulher, direitos trabalhistas e respeito, sim, eu acredito em tudo isso, mas não acho que é o feminismo que me faz acreditar nisso. Jesus ensinou, muito antes do feminismo, que todos merecem respeito, inclusive a mulher adúltera, que ele pediu para não pecar mais, mas não a condenou.

Antes do feminismo, as mulheres já trabalhavam, tinham seu papel na sociedade, e se hoje conquistaram muitos direitos, não foi simplesmente por causa do movimento. A violência doméstica precisa ser combatida sim, mas não só a violência contra a mulher. A violência contra crianças, contra idosos, contra animais… Chego a conclusão de que não precisamos de feminismo, precisamos de amor ao próximo.

Resumindo: “Posso fazer tudo que quero, mas nem tudo me convém. Posso fazer tudo que quero, mas não deixarei que nada me escravize.” (1 Cor 6,12)

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