Os contraceptivos foram criados para evitar gravidez indesejada. Será?

Mitos e verdades dos anticoncepcionaisTexto da Canção Nova, para ler na íntegra, clique no link.

Essa é uma pergunta que, à primeira vista, parece óbvia: os contraceptivos foram inventados para evitar uma gravidez indesejada. Será? Para evitar uma gravidez, sempre existiu um método cem por cento seguro e eficaz, chamado abstinência. Portanto, a única conclusão possível é que os métodos contraceptivos foram criados para justificar nossa entrega à luxúria, pois querem nos poupar do trabalho que experimentamos ao ter de optarmos pela abstinência.

Os animais não possuem controle sobre a sua vontade e seus instintos, por isso precisamos castrá-los caso não desejemos que se reproduzam. Ao utilizar os contraceptivos, estamos nos rebaixando aos animais, pois estamos dizendo que, porque não conseguimos controlar o nosso instinto sexual, precisamos nos “castrar” (temporária ou permanentemente) para não procriarmos.

O Papa Paulo VI fez ainda previsões muito acertadas, em 1968, pois, na Encíclica Humanae Vitae, disse que aconteceriam quatro grandes problemas sociais  caso a contracepção fosse disponível amplamente:

(1) haveria um rebaixamento generalizado da moralidade;
(2) o respeito à mulher decairia dramaticamente;
(3) os governos adotariam políticas coercitivas de controle da natalidade;
(4) nós “perderíamos a reverência ao organismo como um todo e suas funções naturais”.

Infelizmente, todas essas previsões se concretizaram, como facilmente se comprova hoje.

Nega a liberdade do autodomínio

Dessa forma, a contracepção está nos negando a liberdade que nos foi dada para amar, pois está afirmando que a pessoa não pode se abster. Esses métodos são ilícitos, porque desvirtuam as leis da natureza e podem também prejudicar a saúde, e alguns deles chegam a provocar o aborto. Por isso, São João Paulo II diz que “os métodos anticoncepcionais são algo profundamente ilícito, que nunca, por nenhuma razão, poderão ser justificados” (Audiência de 17.09.83) Os meios contraceptivos ainda facilitam a infidelidade conjugal, cooperam para o descontrole sexual ou fomentam a falta de domínio dos impulsos mais primários; propiciam o perigo de instrumentalizar a mulher, colocando-a a serviço do egoísmo masculino; facilita à autoridade pública invadir, com diferentes métodos, a intimidade conjugal. “Portanto, se não se quer expor ao arbítrio dos homens a missão de gerar a vida, devem-se reconhecer necessariamente limites intransponíveis no domínio do homem sobre o próprio corpo e sobre as suas funções; limites que a nenhum homem, seja ele simples cidadão privado ou investido de autoridade, é lícito ultrapassar. Esses mesmos limites não podem ser determinados senão pelo respeito devido à integridade do organismo humano e das suas funções.” (Paulo VI, no n.º 17 da Encíclica Humanae vitae)

Abrir portas para uma sexualidade egoísta

Os métodos contraceptivos abriram a porta a uma sexualidade cada vez mais egoísta e impessoal. Usa-se e abusa-se da relação sexual “segura”, pois já não existe o “perigo” de uma gravidez indesejada. Isso ajudou a aumentar a trágica realidade que se dá na vida íntima dos esposos, na qual o ato conjugal se pratica desligado da comunicação pessoal, do diálogo e da afetividade.

A Igreja Católica não se opõe ao controle da natalidade

Ao contrário da crença popular, a Igreja Católica não se opõe ao controle da natalidade, porque é artificial. Ela se opõe, porque é contraceptivo. Contracepção é a escolha que, por qualquer meio, impede o potencial procriativo de um ato sexual. Em outras palavras, o casal que escolhe a contracepção opta por ter uma relação sexual, e vendo que seu ato pode gerar uma nova vida, eles intencionalmente suprimem sua fertilidade. Isso pode ser feito ao empregar uma grande variedade de dispositivos artificiais e hormônios, ou a esterilização por procedimentos cirúrgicos. Isso pode ser feito sem usar nada artificial, como o caso do coito interrompido.

Espaçar a gravidez é um ato de responsabilidade

Além disso, a Igreja ensina a Paternidade Responsável quando há justa razão para espaçar a gravidez; não porque é “natural” como oposto a “artificial”, mas porque não é, de maneira nenhuma, contraceptivo. Um casal que vive a paternidade responsável não escolhe impedir o potencial procriativo de um ato sexual, não se trata de uma “contracepção natural”, não é, de nenhuma forma, contracepção.

Autoras: Fabiana Azambuja e Flávia Ghelardi

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