Quem leva seus filhos ao médico?

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Foto Uol

Parece uma pergunta boba. Mas me vi perguntando isso num consultório esses dias… Era um dia normal de atendimento na clínica pediátrica e tinham mais ou menos umas trinta crianças à espera. Muitas acompanhadas da mãe, outras por mãe e avó e algumas por mãe e pai. A questão que me incomodou, é que muito mais da metade desses pais e responsáveis estavam no celular. Alguns deles nem olhavam para o filho/neto, que teimava em chamar a atenção quase colocando a clínica abaixo de tanta bagunça.

Fiquei pensando no que tanto essas pessoas olhavam nos celulares, que não podiam dar atenção à criança naqueles minutos de espera. Imagine você que se estavam numa clínica pediátrica, por mais que estivesse agitadas e brincando, estavam com algum problema de saúde. Será que naquele momento, não era mais importante conversar com a criança?

Depois vi três meninas da mesma faixa etária, por volta dos 8 ou 9 anos. Sentadinhas e lindas, cada uma com seu celular na mão. Pensei que se fosse em outra época, alguns anos atrás, essas meninas estariam conversando juntas. Mas hoje, tudo o que elas podem fazer é te olhar de canto de olho e continuarem ligadas nos joguinhos eletrônicos, cada uma em seu mundo. E mais, se irritam profundamente quando algum adulto conversa algo, ou quando são interrompidas.

Em que mundo estamos?

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Foto: El País

A sensação que eu tenho é que estamos criando dois tipos de crianças. As alienadas, que vivem no mundo virtual como se ele fosse o real e não sabem a hora de desligar o celular e olhar ao redor, e as abandonadas pelos pais que apesar de estarem ali do lado, não sabem nada sobre elas, não conversam com elas, e não dão a mínima atenção ao que estão fazendo.

Isso é muito sério. Outro dia estava num shopping, nestes salões de jogos, e chegou a mãe, o avô, a babá e um menino de uns três anos. A mãe simplesmente deixou o menino com a babá nos brinquedos e foi bater pernas com o avô. Isso não seria um problema (ela poderia estar em estado de estresse precisando descansar, ou ter ido numa loja comprar algo para o filho) se não fosse tão comum e rotineiro.

Pare e pense um pouco. Quem cuida dos seus filhos? Você? Uma babá? Os avós? Tios? Uma professora? Quem passa para ele os valores cristãos? Quem conversa com ele? Quem dá carinho? De quem ele vai ter uma recordação feliz quando crescer?

Não basta levar ao médico. Não basta dar presentes e proporcionar momentos de lazer. É preciso assumir o papel de pai e mãe.

Não estou dizendo que a tecnologia não seja importante, muito menos que aqueles pais no consultório não tivessem um bom motivo para estarem usando o celular. Só que existem momentos em que é preciso dar atenção ao seu filho, que é preciso parar tudo e dar carinho e cuidado para um serzinho que você recebeu de Deus. É tão importante dar atenção quanto dar comida. Não esqueça… Será que não é hora de deixar um pouco o Facebook e o WhatsUp de lado, e olhar e cuidar de quem realmente importa?

Um abraço e até a próxima!

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