Mudando de opinião…

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A vida é um eterno e bonito aprendizado. Muitas coisas em que acreditamos um dia, acabam por deixar de fazer sentido no outro, ou aprendemos a verdade sobre elas e mudamos de opinião. Foi assim comigo em relação ao vegetarianismo há mais ou menos dois anos. E assim aconteceu também agora em relação ao feminismo.

Eu cresci ouvindo que as mulheres precisam tomar as rédeas de sua própria vida, que não podem depender de ninguém e que precisam de dinheiro e poder. Sabe aquela coisa de “seu primeiro marido deve ser o estudo/trabalho?” Veja, não estou dizendo que é errado se querer essas coisas. Só estou dando minha opinião.

Recentemente escrevi aqui no blog falando que “não vejo motivo para tanta discussão sobre os malefícios do feminismo”. Bom, a verdade é que de uns dias pra cá eu realmente comecei a enxergar esses males. E que bom é poder mudar de opinião e vir aqui compartilhar isso.

O que tenho lido e pensado a respeito do feminismo, é que nós mulheres nos apegamos demais ao rótulo de “feminista x machista” e muitas vezes nem sabemos por que estamos brigando. Explico. Nossa busca por direitos iguais, por melhores condições de vida profissional, por melhores salários e respeito, fez que com a maioria de nós caísse num poço sem fundo, onde é preciso gritar cada vez mais alto, onde muitas vezes nem se enxerga mais nada.

O fato é que estamos esquecendo nossa missão divina. Deus nos deu a capacidade única de gerarmos vida, de amamentarmos e de termos uma facilidade no trato com as pessoas. Isso não me faz pior ou melhor que um homem. O que eu preciso entender, é que assim como eu tenho minhas responsabilidades perante Deus, o homem também às tem; mas isso não quer dizer que as responsabilidades dele sejam maiores/menores ou iguais às minhas.

Essa nossa necessidade (muitas vezes infundada) de querermos a qualquer custo sermos as chefes das multinacionais, as professoras doutoras das melhores universidades, as engenheiras do novo programa do governo, nos faz deixar de lado nossa família, o cuidado com nossos filhos e o amor que devemos cultivar neles.

Isso traz uma culpa, uma sensação de impotência, que não precisaria existir se a gente pudesse dedicar mais do nosso tempo para cuidar da casa sem que isso fosse taxado de “menor”. Talvez seja hora de avaliar se vale mesmo a pena deixar meu filho aos cuidados de uma pessoa que não conheço só para ter a “satisfação” de ser aquela profissional que faz tudo no trabalho, que sabe tudo, manda em tudo e que não deixa trabalho pra depois.

Uma coisa que já aprendi nesses menos de dois anos como mãe, é que vale muito mais a pena ganhar um pouco menos ou abdicar de um trabalho do que perder a chance de estar com meu filho. O professor Felipe Aquino diz: Para educar bem os filhos é preciso ter tempo para eles; colocá-los entre as nossas prioridades; gastar o tempo com eles. Sem estar na presença deles é impossível educá-los, por isso é uma atividade que exige observação e atuação. E para educá-los é preciso acolhê-los e acolher seus amigos; não empurrá-los para fora de casa. Acima de tudo é preciso saber conquistá-los, não com o que se dá a eles, mas como se é para eles. Os filhos precisam sentir um santo orgulho dos pais pela sua grandeza, pela sua maneira correta de agir, de falar, de lhes tratar, de se dedicar a eles. Sem isso não é possível educá-los bem”.

No texto eu também falei que “muitas mulheres hoje não têm direito a essa escolha (de trabalhar em casa). Elas precisam trabalhar por que o salário do marido não custeia todas as despesas da família. Elas precisam trabalhar por que o trabalho edifica, dá prazer, o trabalho nos engradece. Elas precisam trabalhar por que não têm marido e precisam sustentar a família. Elas precisam trabalhar por que gostam disso”. Continuo afirmando tudo isso, mas hoje colocaria uma grande ressalva. Nós não podemos esquecer que antes do trabalho fora de casa, antes dos talentos profissionais e antes mesmo da necessidade de se custear as despesas de casa, nós somos mulheres chamadas por Deus para servir ao Seu Reino.

Ahh, mas eu quero ser a melhor na minha profissão ou no meu trabalho! Parabéns. Mas pra mim, ser a melhor mãe já está perfeito! Eu posso trabalhar fora (se não houver outro jeito). Mas não posso jamais me esquecer da minha missão aqui na Terra. Deus quando nos criou, nos deu uma missão, gerar vida. E eu não posso dizer não ao projeto de Deus. Não se eu sou católica/cristã. Entende o que quero dizer? Ao sair de casa para o trabalho, tenha a certeza de que esta é realmente a melhor escolha para sua família.

Com quem você deixa seu (s) filho (s)? Será que estão cuidando dele (s) como você cuidaria? Como você cuidaria? Como uma mãe deve cuidar?

Ahh, mas eu não quero ter filhos! Bom, então esse texto não é pra você, cristã católica. Entenda que não podemos ir contra o projeto de Deus. Leia o catecismo e o que a igreja diz sobre o assunto.

Papa Francisco diz que os filhos “não são um problema de biologia reprodutiva, nem um dos tantos modos de se realizar. E tão pouco uma posse dos pais… Não. Os filhos são um dom, são um presente: entendem? Os filhos são um dom”. Veja, é um presente de Deus para nós. Por que dizer que não quero um presente de Deus? Por que dizer “agora não, Senhor?”, ou mesmo, por que não cuidar pessoalmente do presente que Deus lhe deu?

Para finalizar, deixo uma parte do texto do outro post:

O trabalho (fora de casa) é importante, sim, mas em primeiro lugar deve vir à família. Afinal, é por esta família que a mulher (ou o marido)  sai de casa todos os dias, não é?

Um abraço e até a próxima!

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