Testemunho para as mães ocupadas

Olha o texto lindo do portal Aleteia!

Maria1

É possível que eu chegue a gostar do fato de precisarem de mim?

Algumas vezes sim, mas, em geral, isso me deixa esgotada. Mas não se trata de curtir todos os momentos. É um dever. Deus me fez mãe. Esta é uma tarefa que desejei durante muito tempo, antes mesmo de entendê-la.

Durante um fim de semana, meu esposo não conseguia acreditar na quantidade de vezes que meus filhos disseram: “Mãe! Mãe! Mãe!”. E é assim todos os dias. Este é o meu trabalho, o trabalho mais difícil que já tive na vida.

Antes, eu tinha tempo para mim. Agora, as unhas dos meus pés precisam de amor. Meu sutiã já não me serve direito. Minha chapinha eu já nem sei se ainda funciona.

Comecei a usar creme para os olhos. Já não me pedem mais minha identidade para saber se sou maior de idade. A prova de que sou mãe. Prova de que alguém precisa de mim.

Às três da manhã, escutei pequenos passinhos entrando no meu quarto. Fiquei quieta, apenas respirando. Talvez meu pequeno voltasse para o quarto dele, sei lá.

– Mamãe…

– Mamãe! – disse ele com mais força.

– Sim, meu filho – sussurrei.

Ele fez uma pausa. VI seus lindos e gigantes olhos brilhando, em meio à pouca luz.

– Eu te amo, mamãe.

E foi embora para o quarto dele correndo.

Mas suas palavras ficaram penduradas no fresco ar daquela noite. Seu eu pudesse esticar minhas mãos e segurar suas palavras, eu as abraçaria forte no peito. Sua voz cálida disse a melhor oração do mundo: “Eu te amo”.

Um dia, esse pequenino vai ser um homem. Já não ouvirei essas doces palavras no meio da noite. Dormirei em paz todas as noites, sem nenhuma preocupação sobre crianças doentes ou bebês chorando. Tudo isso será só uma lembrança.

Estes anos em que precisam tanto de mim são esgotadores, mas muito passageiros. Preciso deixar de sonhar com “aquele dia futuro” em que as coisas serão mais fáceis. Porque a verdade é que talvez sejam mais fáceis, sim, mas nunca serão melhores que o presente.

Hoje, quando estou coberta de baba de criança e caca de bebê. Hoje, quando sinto esses bracinhos gorduchos no meu pescoço. Hoje é perfeito. “Naquele dia futuro” farei minhas unhas e tomarei banho sozinha.

Mas hoje me entrego a eles e, mesmo estando cansada e suja, tenho muito amor ao meu redor, estou feliz.

E agora me despeço, preciso ir. Alguém precisa de mim.

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